Prólogo:
O Final do século XXI não guarda grandes surpresas.Eu estou velho,mas a musica está cada vez pior.As televisões não são mais de plasma.Funcionam como um feixe de luz que sai de pequenos aparelihnos parecidos com um cubo.Você decide o tamanho que quer a tela com um comando de voz, então ela se projecta ano ar.Os carros ainda não voam,se é isso que você quer saber,mas não existem mais combustíveis.Sobre a moda nem vale a pena falar.As ruas,avenidas e estradas são todas projectadas para conduzir os carros com eletromagnetismo.Você programa a rota e voa lá.As cidades são todas projectadas com cabines de oxigénio.Você deve colocar uma mascara especial par anão pegar algum dos milhões de vírus mortais que estão no ar.
Mas onde eu vivo. A cidade chamada de "nova Jerusalém". Não temos esse problema.Ela é protegida pro um cubo especial, de aproximadamente 110 mil Km quadrados.Como aqueles globos de neve que ganhamos quando éramos crianças.e "nova Jerusalém" temos uma extensa área verde, usinas que cultivam algas marinhas que fornecem nosso oxigénio.
E eu estou aqui,morrendo cada dia um pouquinho.tomando pílulas que prolongam minha vida.
Meu nome é Judas Orestes.Não que eu tenha traído Cristo.Mas trai a mim mesmo.E é isso que contarei agora.
Capitulo I
.Hoje existem pílulas para tudo.Até para dançar.Meu medico, um jovem autruista,do tipo que arrecada fundos para instituições de caridade,me receitou uma nova pílula.Caridade dele.Me deu um bom estoque s de remédios que fazem meu armário do banheiro parecer uma drogaria.e não me cobrou nada.sabe que mal sobrevivo com minha aposentado ria.
- Senhor Orestes.Tome um desses a cada 4 horas.
- Obrigado ,meu jovem.
.As tardes eu caminho no parque,minha bengala fica suja de barro na ponta e as vezes eu a passo a noite a polindo, afim de escapar da velho dilema com a morte.Estou com 89 anos.E pareço ser mais jovem , uns 70 e poucos eu diria.Fumei e bebi a maior parte da vida e sempre esperei que a morte viesse me buscar na minha juventude.Agora eu a temo a todo o tempo.Para me desvinciliar dela, tomo um comprimido e caminho pelo parque me agarrado ao passado.A minha bengala..o uso que faço dela não é totalmente culpa da velhice.Quando e era jovem , no ano de 2012.Quando a maioria esperava o fim do mundo e fazia piadas sobre isso, eu esperava ansiosamente pelo amanhã.Sabia que o fim não seria tão fácil.No fundo as pessoas esperavam pelo fim ,para que não tivessem de lidar com a vida.Naquela época, eu já estava cansado.Muito.
.Rebeca, esse era o nome da mulher que eu amava quando nem mesmo conhecia o amor.Como eu disse..eu era jovem, um pouco mais tolo do que sou hoje.Enquanto eu caminho pela área arenosa do parque, observo um casal , em um banco.Pelo que vejo em seus rostos,estão apaixonados.Me agarro a bengala e sinto minha mão suar.
Então e me lembro.
1 de Abril - o dia da mentira - o dia em que eu soube o que era a verdade.
.Eu estava em um bar no centro da cidade.Com meus amigos.E eu ainda não sabia ao que era a amizade.Eu tinha tomado um pouco de vodka alem da conta, e fixava o celular ,esperando uma ligação dela.Minha doce Rebeca.Tao doce quanto a sua buceta molhada que parecia me encarar depois de uma trepada nas tardes de domingo.
.Nós não nos falávamos a semanas, e eu procurava um motivo para não precisar de ve-la.Hoje eu entendo que os jovens veen o amor como uma espécie de negação.Eles tem medo dele.Eu tinha.Talvez seja pelo fato de que,essa força , esse tal de amor mostrasse minhas fraquezas.Agora que estou velho, vejo que me tornei uma pessoa melhor por ser fraco.
Naquela dia, depois do meio nono copo de vodka, resolvi ligar pra ela.Uma senhora atendeu, era a mãe dela.
- Dona Gê,a rebeca ta ai ?
- Você ta bêbado ?
- Um pouco..- Me lembro que senti um constrangimento fora do comum.
- Judas..ela está se arrumando para o casamento.
Ainda hoje, tenho certeza que se eu visse meu rosto no espelho aquela hora, eu estaria pálido como mármore.
- Quem..quem vai se casar ? alguma amiga dela ?
- Não.Ela que vai se casar.Olha tenho que desligar..
E desligou.Arremessei o celular na parede.Meus amigos que estavam na mesa comigo se assustaram.
- Porra velho, enlouqueceu é ?
estavam comigo na mesa: O pança,Carlinhos e Marieta.
- eu tenho que ir pessoal..
Cambaleei até a moto que eu tinha na época.A moto que naquela mesma noite, seria destruída por um caminhão em alta velocidade.
2
.Eu cortava os carros sem me importar com nada.fui pego desprevenido pela chuva.agora está chovendo e o casal do banco correu.O rapaz tenta proteger a sua namorada com a blusa, e eu estou aqui, parado no meio do temporal.Sinto as gotas caírem.Observo o ceu, vejo a luz do sol passar pelo vidro de proteção que serve como uma segudna camada de ozônio.Vejo nuvens artificiais se espalhando.
Ainda hoje eu não entendo o que a chuva quer me dizer.
.Meus sapatos de 20 anos estão encharcados, minha bengala afunda no barro, e eu sinto um apontada na prótese que hoje é minha perna.É engraçado e também estranho.Talvez a comédia nos cause o efeito do riso, por que seja estranha.talvez a gargalhada seja uma reacção do nosso corpo ao estranho.O amor é estranho.Por isso hoje , eu sei que amava rebeca, pro que ria ao lado dela sem motivo algum.
.Procurei um abrigo e vi um bar na frente da entrada do parque. me sentei e pedi um copo de agua.fechei os olhos e me lembrei que parei a moto na frente da casa dela.Perguntei ao vizinho que fumava um cigarro no portão.Provavelmente brigara com a esposa e tentava relaxar tomando um ar fresco.Perguntei se ele sabia aonde seria ao casamento.Ele me disse o local.Ficava no outro lado da cidade.
.Era a igreja onde meus pais se casaram.
.Subi na moto e peguei a alto estrada.estava a quase 90 km/h.Eu pensava em rebeca, nas nossas brigas,no dia em que trepamos pela primeira vez e também no dia em que fizemos "amor" pela primeira vez.hoje ainda fecho os olhos e me lembro de quando brigamos pelo fato de eu beber demais.Hoje eu sei que a bebida não valia mais do que ela.Nada valia mais do que ela.
3
Ainda sinto a dor dilacerante que senti na minha perna sendo esmagada a poucos metros da Igreja ,onde ela estava se casando.O noivo era um ex.Que ela largara para ficar comigo.E que agora retomara o namoro depois da nossa briga.Ainda posso ver a moto se inclinando,me vejo gritar enquanto ela esmaga minha perna e se arrasta comigo pelo asfalto.Depois que ela para , eu tento tira-la de cima de mim, eu me puxo e ouço o barulho das minhas vértebras se rompendo. me arrasto até o outro lado da estrada sentindo como se enfiassem mil facas na minha perna. Quando me viro ,vejo um caminhão atropelar a moto.o Caminhão derrapa e ouço a estrondosa buzina.Os carros param, eu vejo o amontoado de carne moída que se tornou minha perna e desmaio.
4
.Minha atenção e voltada para o presente atravez de um cutucão do carçon no meu ombro.
- Mais alguma coisa senhor ? - ele pergunta enquanto coloca o copo de agua na minha mesa.
- sim..Uma dose de vodka por favor..pura e sem gelo.
Engulo uma pílula receitada pelo doutor jovem e altuistra.Eu não bebo já faz quase vinte anos.
continua..
terça-feira, 13 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
O profeta dos alucinógenos

Olá.Tenho algo de importante a dizer para vocês,e garanto,não vão gostar.No futuro,quando o planeta estiver bastante doente, quando restarem poucas cidades sobreviventes ao cataclismo nuclear e/ou revolta da natureza,as pessoas deverão viver em cidades encobertas pro uma protecção contra o sol e/ou a radiação.Comeremos alimentos cultivados em estufas e tomaremos vitaminas biorganicamente modificas para fortalecer o nosso corpo das "mudanças" do nosso habitat.Nossos cientistas remanescentes irão trabalhar contra o tempo para fazer a "arca" uma nave de milhares de quilómetros que irá abrigar o máximo de pessoas possíveis.
Mas não todas.
Somente os de influência e financeiramente poderosos poderão embarcar nelas.Então surgira um profeta e/ou louco.Que dirá existir um grupo de seres bastante evoluídos que vivem em alguma galáxia próxima,cujo a função destes é:reformar planetas.Esses seres ,bastante poderosos,capasses de manipular energia sem a ajuda de tecnologia alguma, poderão "curar" o nosso planeta.
Um grupo pequeno e extremamente treinado será escolhido para a busca desses seres.Entre eles, estará uma criança.Esse pequeno ou pequena será a chave para a busca desses seres.porem alguns dos influentes e poderosos e gananciosos preferira a busca mais fácil.Através da nossa tecnologia um pouco mais avançada, procurarão mundos menos evoluídos e semelhantes ao nosso, em busca de ar limpo e recursos naturais, afim de cometer os mesmos erros que cometemos em nosso planeta natal.Terão como objectivo escravizar os que vivem nesses mundos.
Eis que começa se agrava o problema.
O profeta dirá que viu em suas visões causadas pelas drogas sintéticas e alucinogénas, que se os outros da "arca" não os impedirem, não seremos merecidos da grande reforma planetária, e assim,acabaremos consumidos pela extinção da espécie.
Outra vez seremos provados.
domingo, 11 de abril de 2010
Isolamento

Jerónimo ouviu batidas na porta.
- Vá se fuder! - ele gritou. não queria atender ninguém.Queria é ficar ali no seu canto escuro, bebendo sua vodka e fumando seus cigarros.Rejeitara o resto da raça humana já fazia 2 anos.
- Jerónimo, sou eu, o Al.Da faculdade..fomos colegas..
- Vai embora!!
- Eu tenho cigarros e um baseado do espanca!
- entre..
Al ouviu um barulho de chave girando, em seguida a porta se abriu um pouco, deixando uma fresta da escuridão da casa a mostra.A casa estava toda revirada.Garrafas e pontas de cigarros em todos os cantos.Jerónimo estava deitado no sofá com o rosto virado no encosto do mesmo.estava completamente nu.
A atmosfera dali era sombria e fedorenta.Como a vida de Jerónimo.
- que tá acontecendo contigo, amigo ? Perguntou AL.
- Não tenho amigos.
- Olha Jerónimo..Vim dar noticias da faculdade.Querem acabar com a sua licença.Ou volta a dar aulas ou vai para a rua.
Jerónimo se levantou sem mostrar algum sinal de que se importava.Andou até o criado mudo no outro canto da sala sem se importas de mostrar a sua nudez ao visitante.Pegou um maço de cigarros que estava encima do criado mudo.Acendeu um e voltou a se sentar.
Depois de dar uma baforada,disse:
- Estão loucos se acham que eu posso voltar a dar aulas..
- Você sabia que isso não duraria muito tempo.
- Que se foda!quero que você, o mundo e aquela faculdade de merda se foda!Não estou preparado para enfrentar esse mundo de novo!
- O que ouve com você ?
- eles me ferraram, porra.Todos eles !
- Não me surpreenderia..Você foi pego trepando com uma de suas alunas!
Jerónimo se levantou :
- Eu fiz o que todos queriam fazer, mas ninguem teve coragem!
- Ela era sua aluna!
- Não,ELA ERA O AMOR DA MINHA VIDA!
-tá..tá..mas você deve voltar..
- Eu voltarei ,quando trouxerem ela de volta..
-Não podem Jerónimo..Ela morreu.
- SE MATOU PORRA, POR CAUSA DE VOCÊS !
Durou menos que um segundo.AL piscou os olhos e no momento que eles se abriam, ele viu uma garrafa voando em sua direcção.AL se abaixou rapidamente e a garrafa se espatifou na parede.Quando se recuperou do susto, Jerónimo apagava o cigarro na mesinha do centro da sala.
- Preciso de uma bebida - Disse como se nada tivesse acontecido.Caminhou até a cozinha e voltou com uma garrafa de vodka.- Vai querer um copo Al?
- Não..obrigado..- Al tremia da cabeça aos pés.
- Ouça seu cuzão..vai voltar a universidade e dizer que eu ainda não estou em condições de voltar a ensinar..Ou eu volto para aquele lugar e mato todos que eu ver pela frente e em seguida meto um a bala na minha cabeça.Fui claro ?
- Sim..
- Otimo.Agora saia daqui e deixe o baseado no chão..
Jerónimo virava outra dose enquanto al saia rapidamente pela porta, temendo que recebesse uma garrafa pelas costas.
Naquela mesma tarde,Jerónimo carregou seu rifle e fumou o Baseado.Sabia que mais cedo ou mais tarde, um certo trabalho teria que ser feito.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Reunião do A.A

- Eu sou um homem mau -Eis a primeira afirmação que fiz em minha primeira reunião do A.A.No dia primeiro de Abril.Não que fosse uma mentira.O psicólogo me olhou abismado,bufou e pediu que eu continuasse o meu discurso.Provavelmente já ouvira coisa pior nos anos que trabalhara ali.
Eu mal estava começando.
- Sim. eu sou um homem mau e alcolatra.E querem que eu pare com a única coisa que me torna um homem bom : a bebida.Pois afirmo a vocês..lá fora existem poucas coisas que valem a pena de se estar sóbrio.
O grupo reunido ali estava boquiaberto.Uma senhora gorda de cachos no cabelo,viciada, que não bebia já fazia quase um ano,se levantou.
- Como você afirma tal atrocidade ? ela perguntou.
- Veja bem, minha senhora.Como se sentiu nesse meio tempo que parou de beber ?
- Me senti muito bem! arranjei um emprego..
- De ?
-Babá!
- E o salário permite a senhora que viva bem ?
- Meu marido me ajuda,claro..
- Te ajuda a passar o tédio também ?
-olha..eu..Claro que sim!!
Acendi um cigarro.Alguns membros do grupo protestaram.Dei um sorriso e em seguida uma boa tragada.
- Me diga senhora..- continuei- o que mais te ajudou a superar o vicio ?
O Psicólogo se levantou bravejando.
- O terapeuta aqui sou eu meu senhor..
- Continue senhora.. - pedi. O psicólogo se sentou novamente ajeitando os óculos e aceitando o fato de que eu não dava a mínima para ele. o restante do grupo se mantinha atento.
- comecei a frequentar a igreja..
- A senhora sabe que não é feliz.esse grupo é uma perca de tempo.
- O senhor está condenado. Vai para o inferno!
Apaguei o cigarro,ajeitei minhas roupas e antes de passar pela porta, respondi a ela :
- Já está no inferno senhora.Por isso bebia.Mas se esqueceu disso..caso exista um outro inferno, já terei treinamento nesse.Mas não acredito no inferno, se a senhora acredita em inferno, a igreja que frequenta é uma droga pior do que a bebida.
Na portaria, fui alcançado pelo psicólogo.
- O senhor não quer ajuda.
- Está tão óbvio assim ? - dei uma risada.
- onde vai ?
- Para o bar.Se eu tiver que ir para o inferno, irei bêbado.
Subi a rua ansioso pelo próximo trago.
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